Os (des)caminhos do jornalismo na internet

Uma discussão sobre os rumos da imprensa na web

Quer fazer uma revista só sua?

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Quem sonhava em ter uma revista com a sua cara agora vai poder. A HP lançou um serviço chamado MagCloud que cobra apenas 0,20 centavos de dólar por página e não exige pedido mínimo. Parece um salto em relação aos fanzines dos anos 70 e 80, não? Ao mesmo tempo, a Time Inc, que edita a Time, vai deixar seus leitores montar sua própria revista, o mesmo caminho de customização. Será que isso vai salvar as revitas da crise econômica? Aqui o link para o boletim em áudio sobre a mesma notícia.
 
Sobre a realização do exercício
O truque de baixar o plugin para transformar em mp3 é o mais importante e foi muito útil saber de antemão com as dúvidas dos colegas. Mas o processo de edição, principalmente quando não há vinhetas nem nenhuma produção, é muito simples.

O mais difícil foi “enganar” o WordPress para subir o arquivo. Acabei recorrendo ao MP3Tube, que permite que as pessoas deem o upload de arquivos neste formato e obtenham um código para embedar o áudio em outros sites ou blogs. Tentei embedar o áudio, mas o WordPress também boicota o código. Restou-me a possibilidade de dar um link para onde a gravação está hospedada.

Apesar de não ter ficado muito feliz com o texto da narração – falta treino de rádio! -, gostei da experiência de fazer o exercício. Fiquei me perguntando se hoje, com tantos recursos como infográficos e vídeos, as pessoas vão dar bola para um áudio. Quando é útil fazer um áudio em jornalismo online? Não cheguei a nenhuma conclusão, talvez porque eu não tenha o costume de ouvir a podcasts – a minha experiência é com a rádio tradicional mesmo. Alguém se aventura a responder?

Escrito por leticiasorg

1 01UTC Abril 01UTC 2009 em 3:32 AM

Uma visita a Alcatraz

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Na baía de San Francisco, na Califórnia, fica o presídio mais famoso do mundo: Alcatraz. A fama foi herdada de alguns de seus ilustres “hóspedes”, como o mafioso Al Capone, mas está ligada também à peculiaridade da prisão. Situado numa ilha rochosa sem fonte própria de água, de energia e de alimento, o presídio dependia totalmente das provisões enviadas pela cidade, o que aumentava muito o seu custo de manutenção. Por ser tão inóspita, a ilha, porém, era o lugar ideal para instalar uma prisão de segurança máxima. Mesmo se escapassem da Rocha, como era conhecida, os presos tinham pouquíssima chance de sobreviver à água gelada e à forte correnteza da baía. Desativada em 1963, com a modernização do sistema prisional americano, Alcatraz passou a ser um ponto turístico e, todos os dias, vários navios partem do píer em direção a ela. Essas são algumas das minhas fotos de turista:

Navios levam os turistas à prisão agora desativada. Da baía, é possível ter uma bela vista de San Francisco

Navios levam os turistas à prisão agora desativada. Da baía, é possível ter uma bela vista de San Francisco

 

Sem água e sem fonte própria de energia, a prisão era totalmente dependente do continente

Sem água e sem fonte própria de energia, a prisão era totalmente dependente do continente

 

Pelo vento, os presos podiam escutar, de seus cubículos, as principais festas da cidade, como a comemoração do ano novo

Pelo vento, os presos podiam escutar, de seus cubículos, as principais festas da cidade, como a comemoração do ano novo

 

Um dos criminosos a cumprir pena em Alcatraz foi o mafioso Al Capone, preso por sonegação fiscal

Um dos criminosos a cumprir pena em Alcatraz foi o mafioso Al Capone, preso por sonegação fiscal

Sobre o Irfanview
Para quem está acostumado a editar imagens com o Photoshop, o Irfanview traz algumas dificuldades, como a organização de camadas para fazer montagens. Apesar disso, é uma ótima ferramenta gratuita para cortar e tratar fotos para publicação em blogs e sites.

Da minha experiência, porém, acho que a qualidade da imagem fica melhor no Photoshop. Dependendo do efeito aplicado no Irfanview, a foto perde definição e deixa a desejar.

Escrito por leticiasorg

29 29UTC Março 29UTC 2009 em 11:11 PM

A cura do stress: como encontrar um leitor

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Um leitor estressado em busca de um alívio para o seu problema vai, na verdade, achar mais motivos para stress nas pesquisas online. Saiba por quê:

Google
 Tem alguns links do Google Scholar, especializado em estudos científicos, e, ao lado, separado dos outros resultados de busca, um link patrocinado: “Acabe com o seu stress”
1 Traz um post de um blog pessoal
2 Aparece o site da revista Saúde Vida Online que explica o que é o “stress”
3 Cartum com o título “cura para o stress”
4 Site de uma editora para o livro “A cura pelo estresse”
5 Site de download de wallpaper “a cura para o stress”

Em geral, os resultados do Google mostram que é muito relevante para o buscador ter um título de página próximo ou idêntico ao termo de busca. Foi decepcionante notar que o título teve tanto peso em relação à relevância do site, algo que é propagandeado como grande diferencial do Google (o algoritmo do buscador leva em consideração quantos links apontam para os sites na hora de avaliar sua relevância). Um blog pessoal, o site de um cartunista e um de download de wallpaper não poderiam aparecer entre os primeiros resultados. Sabe-se que os leitores olham os primeiros resultados, no máximo os que aparecem na primeira página, antes de partir para outra busca. Pode-se dizer que, nesta busca, o usuário do Google não encontrou nada de relevante.

Altavista
No buscador, o link patrocinado é o primeiro que aparece na lista, identificado como publicidade com uma discreta indicação. Pode até ser considerado um resultado relevante, pois traz um método, ainda que discutível, de combate ao estresse.

1 O mesmo post de blog especial mostrado pelo Google
2 Aparece o blog de Lise Brenol, aluna do curso, analisando os resultados, como estou fazendo agora
3 Site de um especialista obscuro sobre o processo de “cura do corpo espelho”. A palavra stress estava no primeiro parágrafo do texto
4 Post da Desciclopédia sobre a cura do stress.Já que não tem nada útil, este foi o melhor até agora, pelo humor irônico: “O stress é como câncer, AIDS, virgindade de mulher feia e a própria feiúra: não tem cura”
5 Site português sobre a massagem da cura do sono

Assim como no caso do Google, os resultados não são relevantes para a busca, dando muita relevância ao título da página. Mas foi interessante notar a rapidez do buscador para encontrar o blog da aluna do curso. Talvez ela tenha sido a única a colocar as palavras-chave logo no título e, por isso, tenha conseguido o bom resultado.

Yahoo
O link patrocinado é o mesmo que o do Altavista, mas vem destacado de maneira mais clara do resto da pesquisa Mostra exatamente o mesmo resultado do Altavista. Mas, ao que parece, isso não acontece sempre. Procurando apenas por “stress”, há semelhanças, mas não são resultados exatamente idênticos.

Clusty Search
1 Site italiano sobre problemas como ansiedade e depressão. Pode ser relevante
2 Site sobre astrologia celta, em inglês
3 Vídeo de animação sobre a cura do stress no Vimeo, concorrente do Youtube
4 Site de uma fundação de proteção aos corais, em inglês
5 Site de história da astrologia celta, em inglês

Nunca tinha usado o sistema de busca, e os resultados encorajam a não voltar mais. Parece não reconhecer o seu IP (para mostrar resultados um pouco mais relevantes de acordo com onde você está) e não dá nenhuma dica de como chegou àos resultados. Se Google, Yahoo e Altavista foram enganados por bons títulos, o Clusty Search não deixa clara qual a sua lógica.

Busca do UOL
Enquanto as ferramentas internacionais mostram poucos links patrocinados antes dos resultados reais, ou os mostram ao lado, como o Google, o UOL opta por uma solução que deixa o leitor em último lugar: ele tem que rolar a barra para chegar até os resultados não-patrocinados.

1 Mesmo post de blog pessoal
2 Site da revista Saúde e Vida Online
3 A cura pelo estresse
4 Site do cartunista
5 Blog com “dicas rápidas para a cura do stress”, baseado em um artigo da revista Ladies Home Journal

O quinto dinheiro da busca do UOL parece o mais relevante até agora, embora esteja longe de ser o melhor para a busca.

MSN Live Search
Mostra, antes do resultado, o mesmo link patrocinado de outros buscadores
1 Site de uma pousada em Itaoca
2 Site de um spa
3 Site sobre reiki
4 Site sobre destinos turísticos contra o stress
5 Link da revista Saúde e Vida Online

Embora o buscador destaque apenas um link patrocinado, a impressão é de que o buscador continua fazendo propaganda, tantos são os produtos que aparecem. Quem busca por informação não fica satisfeito, tampouco.

Ask.com
1 Animação intitulada “cura do stress” no Vimeo
A busca é interrompida por três links patrocinados
2 Animação intitulada “cura do stress” no Vimeo
3 Animação intitulada “cura do stress” no Vimeo (sim, a mesma animação aparece três vezes)
4 Post do blog pessoal sobre “cura do stress”
5 Site de uma associação episcopal irlandesa chamada “cura”

Os resultados não são relevantes, mas têm uma ferramenta interessante, que permite ao usuário dar uma espiada na página antes de clicar

Dogpile
Antes dos resultados reais, aparecer três links patrocinados.
1 Animação sobre cura do stress, mas no YouTube
Resultado é interrompido por mais um link patrocinado
2 Animação sobre cura do stress, no Vimeo
Mais dos links patrocinado
3 Link para o blip.tv para a mesma animação
4 O mesmo blog pessoal de todos os outros buscadores
5 Mais um link para o Vimeo

Meta-buscadora
Os buscadores, de maneira geral, não conseguiram mostrar resultados relevantes para a busca – ainda não estamos na web semântica, em que as ferramentas conseguem antecipar a intenção do usuário. Mesmo que não seja uma solução para essa questão, queria sugerir uma outra ferramenta de busca, que pode ser relevante para quando você quer uma idéia ampla do que vai encontrar na web sobre um assunto. O Kosmix, lançado recentemente, reúne referências do Google, do Twitter, de sites de notícias e de blogs, de vídeos (do YouTube e do Blinkx) e de imagens (do Google, do Yahoo e do Flickr). Poupa um pouco de trabalho na hora da pesquisa.

Na minha opinião, além da falta de relevância dos resultados, é muito significativo notar a total ausência dos veículos tradicionais entre os mais bem colocados dos buscadores. Quantas reportagens foram produzidas sobre como lidar com o estresse nos últimos tempos? Certamente foram muitas. Mas nenhuma conseguiu ser encontrada pelas ferramentas de busca. A principal razão para isso é a falta de um título relevante para os usuários que usam o Google, por exemplo. Talvez nenhum jornalista tivesse a ousadia de dar um título a “cura do stress”, mas colocar “stress” no título da matéria já faria diferença e nem isso muitas vezes é feito. O jornalista não vai mais poder usar sua criatividade nos títulos? Posso estar sendo radical, mas o melhor título, para mim, tornou-se aquele que vai levar a matéria até o leitor que está interessado nela. Com o título que coloquei, grandes são as chances de este post, que também não traz nenhuma cura para o stress, seja encontrado pelo usuário. Mas podemos pensar da mesma maneira quando estivermos escrevendo reportagens. 

Apesar de não gostarmos muito, o SEO (Search Engine Optimization - nome pomposo para as técnicas que melhoram a colocação de uma página nos buscadores) é necessário. Você concorda?

Escrito por leticiasorg

23 23UTC Março 23UTC 2009 em 1:51 AM

Publicado em SEO

Todo poder ao usuário

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Acostumados a falar – ou escrever – e serem ouvidos, os jornalistas sofreram um baque com a evolução da web para o que se convencionou chamar de web 2.0. Não só os jornalistas, mas todos os produtores de conhecimento. E o exemplo mais radical dessa mudança do fluxo da informação é a Wikipedia. Saem de cena os enciclopedistas da Britannica e entram os cidadãos comuns na confecção dos verbetes sobre os mais variados assuntos. Talvez um dos colaboradores da Wikipedia até trabalhasse para a Britannica, mas o fato é que, na nova enciclopédia colaborativa, o indivíduo, ou o saber individual, perde importância. Não é a grife que dá credibilidade ao conteúdo, mas a quantidade de colaboradores que leu e revisou um artigo. Quantas vezes, ao procuramos informações sobre os temas mais diversos, encontramos dados bons na Wikipedia? É a comprovação prática da “sabedoria das multidões” (o americano James Surowiecki tem um livro bem interessante sobre esse conceito, intitulado exatamente “The Wisdom of Crowds”).

No livro, Surowiecki defende que a média das opiniões de um grande grupo de pessoas é mais próxima da melhor resposta possível para um problema do que a opinião de três especialistas num assunto. E isso vale para questões prosaicas como acertar quantos feijões há num pote de vidro como para problemas mais complicados, como, por exemplo, o que vai acontecer com o preço da ação de uma empresa durante sua abertura de capital. Um detalhe interessante da tese do americano é que, antes da web, os grandes grupos eram tão capazes quanto os de hoje de tomar decisões sobre a solução de um problema, mas que essa interação só se tornou possível e muito mais fácil com a web 2.0.

Batizada assim por Tim O’Reilly, a nova etapa da web tomou forma em 2005 e teve como um de seus fundamentos a abertura de muitas ferramentas restritas a programadores e geeks em geral para usuários comuns. No lugar de um sistema fechado de gerenciamento de conteúdo, há o wiki, forma colaborativa de criar conteúdo. No lugar do Office do Windows, programas livres, e online, de edição de texto e planilhas (isso até me rendeu uma matéria em 2006), como o Google Docs. No lugar de uma busca baseada nos diretórios criados pelo Yahoo!, por exemplo, os usuários passaram a classificar de múltiplas formas os conteúdos que eles mesmos produziam. Um exemplo disso é o uso de tags para catalogar as fotos do Flickr. Ao mesmo tempo que as ferramentas da web ficaram melhores e mais simples, os aparelhos tecnológicos também se sofisticaram e ficaram mais baratos. Celulares, câmeras digitais de foto e vídeo caíram nas mãos das pessoas e deram a elas a possibilidade de produzir conteúdo – com cara de amador ou de profissional.

A sabedoria das multidões havia encontrado o seu canal e criado uma grande questão: como continuar fazendo o jornalismo tradicional – unidirecional – nos tempos em que o público tem praticamente o mesmo poder que a imprensa? Talvez não tenha uma marca famosa por trás – mas a Wikipedia também não tinha, quando ameaçou o reinado da Britannica – nem a mesma repercussão inicial, mas o usuário de hoje é capaz de mobilizar milhões de pessoas. Não de uma só vez, mas de maneira viral, alastrando-se pela rede um a um. É o valor da cauda longa de que fala Chris Anderson, da Wired, sobrepondo-se ao valor dos grandes sucessos, das grandes marcas.

O Google, ainda a empresa de tecnologia mais respeitada do mundo, talvez tenha conquistado tudo o que conquistou por ter visto antes de todos o valor dessa sabedoria dos usuários. É por isso que, para avaliar a relevância de uma página, seu sistema de busca considera os links que apontam para ela – o raciocínio é simples: quanto mais pessoas indicaram, maior a chance de a página ser realmente relevante.

As implicações dessas mudanças para o jornalismo são gigantescas, mas, ao contrário do Google e de outras empresas de tecnologia, que conseguiram aproveitar essa sabedoria da multidão, a imprensa ainda está tateando nesse assunto. Usa a chamada “interatividade” de fóruns, enquetes e comentários para dar voz aos usuários – mas não necessariamente se aproveita dos dados gerados pelas pessoas – e convida os leitores a enviar o seu conteúdo. O que o Fantástico faz ao colocar no ar vídeos de anônimos é aproveitar a sabedoria das massas? Abrir uma matéria para comentários é? Convidar os leitores a fazer reportagens é? Da minha experiência pessoal, o mais perto que pude chegar desse conhecimento coletivo foi olhar os relatórios de audiência do Google Analytics. Ali os leitores dizem claramente o que querem, como querem. Os dados podem não ser tão animadores – afinal, todos sabem o que dá mais audiência – mas acredito que aprender a usar esse maravilhoso banco de dados e desenvolver novas formas de coletar informações das multidões são caminhos fascinantes que devemos percorrer.

Escrito por leticiasorg

16 16UTC Março 16UTC 2009 em 2:17 AM

Publicado em Jornalismo digital, Web 2.0

O RSS, a angústia e a ignorância

com um comentário

Já tentei várias vezes usar um leitor de RSS. Na primeira delas, há uns dois anos, acho, usei o RSS Reader, um daqueles programas que permitem a leitura de conteúdos já baixados offline. Fiquei muito entusiasmada no primeiro dia. Parecia-me a maneira perfeita de ver o que estava sendo noticiado sobre meus assuntos de interesse e uma fonte infindável de ideias de pauta.

O entusiasmo continuou durante a primeira semana, mas se transformou em uma sensação imensa de ansiedade na segunda. Havia cadastrado vários feeds e a quantidade de notícias multiplicava-se numa velocidade que eu jamais poderia acompanhar. Se eu já desconfiava do tamanho da minha ignorância, aquele programa me fez ter uma ideia bem exata: 1000, 2000, 3000 feeds não lidos. Depois de tentar pelo menos apagar aquilo que não iria ler, acabei deixando o programa de lado.

Voltei a tentar no ano passado, como o reader do Google, mas a sensação se repetiu e não consegui criar o hábito de abrir o RSS como se fosse meu e-mail. Continuei adepta da boa e velha newsletter e adotei o Google Alert – um serviço legal do Google News, em que você recebe por e-mail todas as notícias sobre um determinado assunto (você escolhe as palavras-chave) – para acompanhar alguns temas específicos.

Agora, com o Twitter, acho que vou fazer minha terceira incursão pelo RSS. Não que o Twitter seja um leitor de RSS, não é isso, mas, para os veículos de comunicação, é mais ou menos como se fosse, dispersando links de tudo o que foi publicado. Não que o Twitter também não dê aquela sensação de ser soterrado por informações, mas talvez ela esteja num fluxo tão contínuo e fora de controle que só nos resta balançar os ombros e continuar. Alguém sente a mesma coisa com relação ao RSS? Alguém está incomodado com a falta de tempo e o excesso de ignorância?

Escrito por leticiasorg

15 15UTC Março 15UTC 2009 em 3:25 PM

Publicado em Jornalismo digital, RSS